quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Enquanto isso..."

E se nesse meio tempo, nesses quatorze dias mais ou menos em que fiquei ausente, alguém que por acaso aqui passasse se perguntasse: "Ué, o blog já acabou? Cadê as postagens? Cadê os textos? Era só isso?"


Na verdade, andei meio distante, mas não ausente (ou talvez seja a ordem inversa? Tanto faz)...andei colhendo experiências, "vivendo" um pouco, vendo "outras mazelas", que não as coutoenses...e fiquei pasmo...seria o mundo todo uma grande mazela infinita e expansão?



Ah, caro ou caros leitores, ainda que esporádicos, meio que sem ter o que fazer, talvez, resolvam "passar" aqui pelas minhas idéias, devo confessar a você e com bastante gosto, não dá pra não escrever, não dá para não tentar se expressar. Ainda que ninguém leia, ou ninguém responda, ou leve em conta...tenho visto muitas coisas, boas e ruins. E não dá pra não compartilhar. Disse que tinha prazer? Perdão, era pra dizer "pezar"!



Isso por quê por alguns dos lugares que andei - que não foram muitos, pude observar e constatar que aquilo que se aplica aqui, no lugar aonde estou agora, também se aplica lá, onde quer que seja o "lá" - só que numa escala bem maior. Mas tudo bem ("tudo bem" claro, é modo de falar, nunca estará "tudo bem"). Você pode se perguntar: "mas por onde é que ele andou"? No semi-árido nordestino, Iraque, Brasilia, Rio de Janeiro, Washington?!!!


Não deu pra ir tão longe, também nem precisava, né.


Mas, por onde andei também fui feliz. Por exemplo, andei visitando minhas outras duas mulheres - Calma, já explico!


Fui visitar minha esposa e filha - a "outra" mulher é minha mãe...não tem mais espaço pra outra tipo de mulher em minha vida.


E lá, perto das minhas duas mulheres (agora bem esclarecidas e nomeadas), foi muito bom. Para quem consegue desfrutar desses momentos, não há nada melhor. Mas, falar dessa parte, é tarefa pr'aquela coluna do blog " O diário de um homem grávido" e em tempo oportuno. Esses momentos assim são realmente ímpares, e merecem total dedicação.


E talvez por estar envolto no encanto da "pré-paternidade", deixei um pouco de lado o olhar crítico...então, virei as caras pras mazelas cotidianas e onipresentes.


Mas, num dos outros lugares onde estive, DEUS! Aquilo sim é realmente triste...a embriaguez moral e o enterro "quase" que total dos valores, das virtudes, impera (parei aqui no dia 07 de maio). E por favor, caro leitor, não venha me chamar de pessimista ou negativo - só pra lembrar o nome do blog começa com a palavra MAZELA, hã?!!!
Claro que eu vejo as coisas boas da vida, nesse exato momento, estou vivendo meu segundo dia como pai, de uma mocinha que graças a Deus (sim, eu acredito nele) nasceu com saúde. Mas, nem por isso, vou achar que o mundo é uma maravilha, etc.
Viva o que a vida tem de bom, claro. Mas, não feche seus olhos nem vire a cara pra realidade humana. O que é bom, pode ficar melhor - será mesmo? Podemos pelo menos lutar pra melhorar algo...deixar as marcas de nossa passagem aqui.
P.S.
Estou realmente muito feliz.

Um comentário:

iva-bento disse...

Você não escreve em vão, sempre que posso leio o que vc posta! Sou aversa a elogios sem constatação, mais justiça seja feita: você está digno de elogios!! Está escrevendo que é uma maravilha. São de pessoas assim como você, que o Brasil e o mundo está necessitando.
Pessoas capazes de analizar e refletir criticamente.
Como havia dito a você, devo postar algo brevemente.
Um forte abraço,
Ivanilda de Oliveira (Goiânia-Go).