segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Até quando, meu Deus?

Para aqueles que costumam "passar" por aqui, uma breve ressalva: não tenho me dedicado muito ao blog pois, apareceram outras digamos, prioridades. Mas, não significa que abandonei o meu refúgio espiríto-virtual, de forma alguma. Bom, daí, você me pergunta: "Se está sem tempo, então o que está fazendo aqui agora?".

Estou escrevendo hoje, pra tentar fazer o que muitas e muitas pessoas estão fazendo, nesse momento. DESABAFAR, BUSCANDO EXPLICAÇÕES, DEIXANDO A ALMA CHORAR...

Eu sinceramente, não sei como expressar o sentimento de dor que se alojou em meu peito de sábado pra cá.

Estou tentando entender o "como", o "porquê", procurando alguma explicação que justifique o que aconteceu.

Não é a primeira e não será a última vez que uma pessoa inocente perde a vida assim de forma tão prematura. Sim, eu me refiro à menina Eloá. E de modo geral, a todas as "Eloás", assim como a todas as "Isabelas". Vidas seifadas , sonhos roubadas, famílias destruídas, amigos separados.

POR QUÊ?

Alguém no mundo poderia responder a essa pergunta?

Não venham, por favor, dizer que "Deus quis assim". Ele certamente não queria ver tanto sofrimento entre seus filhos, como a milênios tem visto.

Deus dará o conforto e a força necessária para seguir em frente...por que por mais desumano e frio que possa parecer isso, a vida continua (mesmo quando gostaríamos sim, que ela acabasse).

E, a quem culpar agora?

A Lindembergue?
A Polícia?
A Nayara?
A própria Eloá?

Do que adianta achar culpados?

Isso nunca resolveu nada mesmo. Pra esse tipo de coisa não existe justiça - ou você acha que é "justo" simplesmente punir alguém em troca da vida de outro? Justo seria não ter acontecido.

Isso me faz pensar que este mundo não tem mesmo mais volta.
Em nome da paz, faz-se guerras...

Em nome do amor(?), semeia-se a dor e posteriormente o ódio.
Acredito que no seu coração também reside agora, aquela sensação de incompreensão e uma certa incerteza, como no meu reside.

Nada há a se fazer, a não ser chorar, secar as lágrimas, engolir calado, se revoltar, abraçar uns aos outros em busca de força, se sentir a menor criatura do universo, à mercê das circunstâncias, impotente ante a face fria e silenciosa da morte...e, após tudo isso, tentar não recomeçar, mas resistir e seguir em frente.

Minha primeira e última homenagem, a uma pessoa que já mais conheci, mas que já deixou sua marca em minha vida:







"É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade, não há" - Renato Russo - Pais e Filhos.

Um comentário:

Vanessa disse...

Aonde buscar a resposta da pergunta que tanto nos atormenta? "Que mundo é esse em que vivemos?"...Um mundo onde as pessoas matam por aquilo que chamam de "amor"... Mas que "amor" é esse que cega e faz ferir o ser amado? Que "amor" é esse que destrói sonhos, famílias, vidas? Não possuo resposta para tais perguntas e talvez ninguém possua... E oq me faz de alguma forma ainda crer na humanidade... é saber que as pessoas ainda são capazes de sentir a dor do próximo... e fazer das lágrimas daqueles que mais sofrem as suas lágrimas... isso faz ter esperança... faz valer a pena esperar o dia de amanhã... espero que a dor do próximo nunca se torne banal...pq daí sim, o mundo estará definitivamente perdido...